segunda-feira, 24 de junho de 2013

pela luta dos jornalistas catarinenses

Foto divulgação SJSC
O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) alerta para tentativa da RBS, a maior afiliada da Rede Globo, de dividir a categoria e enfraquecer a campanha de negociação coletiva.

Se isso ocorrer só comprova a falta de consciência de classe dos jornalistas, fruto da deficiência do sindicalismo laboral, da debilidade política e de uma formação universitária que prima pela técnica.

A “Operação Reflexão”, como propõe o SJSC, é válida, mas modesta. Mais que somente refletir sobre a precarização do trabalho, precisamos de um plano de luta, que admita uma paralisação, matérias sem assinatura, mobilização e protesto, e vídeos e textos que esclareçam o que é uma negociação coletiva, já que muito jornalista, na falta de uma atuação mais firme do sindicato, compra o discurso do patrão.
Aqui, o link para a nota publicada pelo sindicato.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

a luta dos jornalistas argentinos

Jornalistas e trabalhadores da imprensa argentina lutam por 35% de aumento, 7 mil pesos de salário básico (aproximadamente R$ 2,6 mil), e reivindicam pela liberdade sindical e contra à precarização laboral. 

No Dia do Jornalista, 7 de junho, 1,5 mil trabalhadores ocuparam as redações do La Nación, Atlántida, Ambito Financeiro e cortaram parte da avenida 9 de Julio. Dias depois, trabalhadores do diário Clarín desligaram os computadores por uma hora, o que não acontecia há 40 anos. Jornalistas deixaram de assinar as edições e iniciaram paralizações diárias de três horas em jornais, revistas, agências nacionais e internacionais e sites de notícia.

Ontem, 20 de junho, os trabalhadores manifestaram em frente à sede do Infobae e seguiram para o prédio das revistas do La Nación e do Grupo Veintitrés. Na próxima quarta, dia 26, a paralização é de 24 horas em frente ao Clarín, que junto ao La Nación dirige a câmara patronal dos diários.

Aliás, foi na redação do Clarín, na comemoração do Dia do Jornalista, que 300 trabalhadores fizeram um protesto simbólico pela negociação coletiva. Um aplauso de dez minutos até que o editor responsável desistiu de discursar aquilo que repete todos os anos: “(...) este é o melhor lugar pra fazer jornalismo na Argentina”.

As reivindicações laborais são as mesmas dos sindicatos de jornalistas no Brasil. A pauta é a mesma. O que nos afasta é a luta.
 
vídeo da manifestação do dia 20 de junho.