sábado, 31 de dezembro de 2016

registros de um fim de ano nostálgico


Fim de ano é sempre nostálgico. Aí, num intensivo natalino com minha mãe, pai e avô, resolvi provocar as cócegas com meus álbuns de infância. No meio do caminho encontrei um “diário de bebê”, onde meus pais desenharam a árvore genealógica de tal maneira que deixei de ser filha e passei à condição de bisavó materna que usava vestidos, fraldas e sapatilhas. Sim, acho que graças àquela árvore mal desenhada, quiçá um desejo inconsciente deles, alcancei cedo a maioridade.

Quando nasci, em setembro de 1980, media 53 centímetros e pesava 3,6 quilos. Em outubro do mesmo ano, eram 4 quilos distribuídos em 56 centímetros. Em novembro, 5 por 58. Três meses depois, meus pais cansaram de medir e acho que saí de casa. Não sei quando nasceu meu primeiro dente e nem quando dei o primeiro passo, mas o primeiro sorriso, segundo o diário, foi para o meu pai em novembro de 1980. Eu já acho que não demorei tanto a sorrir para a vida, mas que esqueceram de anotar.

Então, antes que os bons registros se percam por aí, trouxe comigo essas duas fotos, um pequeno álbum natalino de praia, em férias e com as pernas de fora. Porque é assim que pretendo passar os primeiros dias deste novo ano.


E que a vida seja doce, de luta e coragem. 

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