sábado, 25 de março de 2017

divagações

Florianópolis me rendeu um diploma, uma síndrome maltratada e uma dúzia de perdas. Em doze anos, nove mudanças. Lembro da geografia de cada quarto, da posição do armário (ou da falta dele), da escrivaninha junto à janela com vista para a sala do vizinho. Fui de quarto sem mobília a apartamento com suíte e churrasqueira na sacada. Em cada mudança, um vaso quebrado, uma gravura perdida, um sofá que já não cabia. E se toda mudança carrega suas perdas, também traz uma dose de perplexidade. São os ruídos da noite, toda parafernália por instalar, prender ou furar. São as chaves que não abrem aquelas portas, o correio que não chega e também o CEP que esqueço de lembrar. E diante de tantas intempéries, a dúvida toma de assalto: precisava tanto?! Ao fim, e como diriam os franceses: Plus ça change, plus c’est la même chose.

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