terça-feira, 4 de julho de 2017

portenidades

Da última semana pra cá tenho sustentado uma hipótese que não é teórica mas tem base empírica. Quando está ruim só piora e ficar em casa não resolve. Na sexta à noite fiquei presa por quase duas horas em casa, enclausurada. A porta emperrou, o vizinho tentou ajudar e a chave quebrou na fechadura. Numa tentativa frustrada de fuga fiquei presa no telhado do vizinho. O ínterim é quase uma novela feliz com final oneroso. Para abrir a porta, o equivalente a 640 reais (!). Com nota fiscal, R$ 820. O serviço imobiliário também renderia uma crônica. No dia seguinte à porta emperrada, acordei com meu quarto inundado. Era um vazamento no banheiro, um problema simples que a imobiliária não se encarrega e atribui a responsabilidade ao inquilino. Em suma, não tem contrato de locação que te salve. Fazer cópia de chave também rende outro conto e um vai e volta do chaveiro pra casa. São duas, três e, segundo uma fonte confiável, pode levar até cinco tentativas para que o chaveiro consiga acertar a cópia. Aí, satisfeita por não causar nenhum estrago nas últimas 48 horas, acabo de provocar um curto circuito em uma livraria graças ao meu adaptador de tomada. Consegui suspender o wifi, a energia elétrica e a máquina de café. E eu pensava que tinha sorte.

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