quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

tão doce de olhar



Lia Borges, Piglia e os oitocentistas da literatura russa. Branquinha, sentada em uma poltrona estofada do Ateneo da Florida, passava as tardes entre livros e uma e outra xícara de chá.
Leio para manipular a realidade.
Quando a alça do sutiã insistia em cair, Emma recolhia com o levantar dos ombros, ao toque sutil de virar a página.
Pensei que buscava o ar fresco da livraria. Ou apenas um cenário e uma poltrona para debruçar. Emma é aluna do terceiro período de história. Nasceu em oitenta e seis com Menem no poder e foi batizada de Emma Zöe.

- Tal como Emma Zunz do conto de Borges, lembra.
Não tem irmão e reserva uma dose de impaciência típica da adolescência. Coleciona folhetins antigos e tabloides de línguas diversas. Virgem, de setembro. - Prefiro ler a conversar, disse logo que Caetano começou a tocar.   
16:30 no tilintar do Ateneo. – Preciso ir.  
E saiu, mais leve que o ar.

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